Em julho o volume mensal das exportações caiu dramaticamente. O total embarcado foi de apenas 7,7 milhões de sacas, 22% menos que em julho do ano passado, e o menor volume mensal desde outubro de 2011. Vários grandes produtores exportaram menos, mas por razões ligeiramente diferentes.
O Brasil exportou 33,1% menos que no ano passado, embarcando 1,9 milhão de sacas, das quais 1,6 milhão de Arábica verde (-26.3%), 300.000 sacas de torrado e solúvel (-10,3%) e menos de 40.000 sacas de Robusta (-90,9%). Esse cenário reforça a ideia de que os estoques internos do país quase se exauriram, com a safra de 2016/17 para começar a chegar ao mercado em breve. No entanto, há alguma preocupação com a oferta de Robusta, a maior parte do qual usada para consumo interno, e assim é provável que certo volume de Arábica inferior seja necessário para suprir o mercado local, potencialmente reduzindo a disponibilidade no próximo ano.
Estima-se que o Vietnã exportou 5,9% menos, embarcando 1,65 milhão de sacas. É importante frisar que as cifras aqui apresentadas são provisórias, diferindo bastante das cifras oficiais das alfândegas. Acredita-se que a diferença seja explicada pelo café liberado pelas
alfândegas mas ainda não embarcado, sugerindo considerável acúmulo de estoques no país. Isso poderia ajudar a aliviar problemas da oferta o ano que vem.
Na Colômbia, as exportações caíram quase 60% para apenas 489.000 sacas, pois uma greve dos caminhoneiros impediu a movimentação interna do café. Com o término da greve, o fluxo das exportações deve ter sido retomado em agosto, mas prevê-se que uma falta de chuvas atribuível ao El Niño resultará em menor produção mais para o final do ano.
Por último, a Indonésia vem constantemente registrando menores volumes de exportação desde o início de seu ano-safra em abril, pois a safra de 2016/17 também parece seriamente afetada pelo El Niño. O total das exportações do país no primeiro terço do ano-safra (abril a julho) caiu mais de 45%, limitando-se a 1,5 milhão de sacas.
Disso tudo resultou que o total exportado nos primeiros 10 meses do ano cafeeiro foi de 93,3 milhões de sacas, 1,7% menos que no ano passado. Os embarques dos Arábicas aumentaram 2,6%, graças à exportação de maiores volumes de Outros Suaves e de Naturais
Brasileiros. Os embarques dos Robustas, por sua vez, diminuíram 8,2%.
[Fonte: www.oic.org]