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Os 5 melhores Apps de Café

Por Ronaldo Muinhos, Diretor e especialista em café do Buenavista Café.

Hoje  existe uma grande variedade de aplicativos voltados para o mercado de cafés, sejam eles redes sociais para coffee lovers e profissionais da área, jogos e entretenimento, ou específicos para auxiliar na hora do preparo de diferentes métodos. Sem dúvida a tecnologia proporciona a difusão de informações, mas com tanta oferta como saber quais Apps ajudam de fato na imersão no universo do café?

Selecionamos e testamos 5 Apps para Android (alguns também disponíveis na Apple Store) que mais nos chamaram atenção de acordo com as características abaixo:

  • Nível de Maturidade: Nível de funcionalidades que a versão atual apresenta;
  • Usabilidade: Facilidade e baixa curva de aprendizagem para utilizá-lo;
  • Funcionalidades: Diversidade e utilidades apresentadas;
  • Informação: Relevância das informações propostas;
  • Nota Final: Nossa avaliação final!

1 – Cupping Lab

Vencedor do prêmio “Best Choice” de 2013 promovido pela SCA (Specialty Coffee Associate), o Cupping Lab é um App voltado para a degustação e classificação de cafés pelo protocolo SCA. Saiba mais informações sobre degustação no Post “Deguste um café como os profissionais”. Através de sua interface simples e bem feita, é possível atribuir as notas para cada atributo do café de forma rápida e num fluxo organizado. O App deixa a desejar no item informação, pois não há textos explicativos definindo o que é cada atributo, o que dificulta a utilização para pessoas que não conhecem o protocolo SCA. Disponível também na  Apple Store. Clique para Instalar.

Nível de Maturidade: 8
Usabilidade: 9
Funcionalidades: 7
Informação: 2
Nota Final: 7

2 – The Coffee Match

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O The Coffee Match é um App nacional voltado para os coffee lovers, como são chamados os aficionados pela bebida.Trata-se de uma rede social do café, que tem como objetivo conectar pessoas para que compartilhem conhecimento, informações e experiências.  Clique para instalar.

Nível de Maturidade: 7
Usabilidade: 8
Funcionalidades: 7
Informação: 6
Nota Final: 7

3 – coffee.cup.guru

Este App é voltado para te ajudar a extrair o melhor café. Através de uma interface rica em informações, o App conta com vários métodos e com instruções detalhadas para cada um deles, como quantidades de água e pó e suas proporções. Além disso, conta também com timers para para cada passo do processo. É possível criar suas próprias receitas e compartilhá-las com os outros usuários ou utilizar mais de 37 receitas cadastradas para diferentes métodos, como AeroPress, Hario V60, Chemex, French Press. Clique para instalar.

Nível de Maturidade: 9
Usabilidade: 7
Funcionalidades: 9
Informação: 8
Nota Final: 9

4 – That Brew App – Coffee Companion

 Semelhante ao coffee.cup.guru, com este app é possível criar suas próprias receitas para os métodos manuais ou baixar receitas enviadas por outras pessoas. Conta com instruções para vários métodos, com proporções e timers. Também é possível registrar detalhadamente cada registro dos resultados obtidos.  Clique para instalar.

Nível de Maturidade: 7
Usabilidade: 8
Funcionalidades: 8
Informação: 7
Nota Final: 8

5 – 46degrees Coffee Calculator

Este App é voltado para profissionais da área, sejam baristas ou torrefadores. Com ele é possível controlar dosagens, proporções, sólidos solúveis, etc. O desenvolvedor recomenda a utilização de um medidor de TDS para cálculos mais precisos. Ele oferece sugestões para corrigir o balanço ideal das extrações. Disponibiliza cálculo para métodos manuais e espresso. O resultado é exibido através do diagrama Brewing Control Chart nas metodologia SCA ou NCA (National Coffee Associate)Clique para instalar.

Nível de Maturidade: 5
Usabilidade: 6
Funcionalidades: 7
Informação: 7
Nota Final: 6

Os campeões

Na nossa avaliação, os App que auxiliam na hora do preparo, como o coffee.cup.guru e o That Brew App – Coffee Companion, são os mais completos e funcionais e de fato cumprem o papel da tecnologia dos smartphones de proporcionar uma rica experiência para a comunidade dos amantes do café. Seguindo os passos, medidas, proporções e tempos, é possível alcançar resultados profissionais e melhorar a qualidade dos cafés que tomamos em casa.

Seja você um entusiasta do café ou um profissional é possível ter um App sempre à mão na sagrada hora de tomar ou preparar um café!

É possível valorizar o consumo de café em restaurantes

Por Joice Castilho, Marketing do Buenavista Café.

Restaurantes investem cada vez mais na qualidade de seus pratos mas esquecem de incluir nessa lista de exigências o cafezinho que, tradicionalmente, encerra a refeição dos brasileiros.

A qualidade do café que você serve está à altura de seus pratos?
A qualidade do café que você serve está à altura de seus pratos?

A cena é clássica, seu cliente pede o cardápio, escolhe uma entrada, a bebida, enquanto  decide por qual prato principal pedir. Para ajudar, solicita algumas explicações ao garçom e vai imaginando o menu enquanto ele explica o quão frescos e selecionados são os ingredientes, que foram escolhidos pessoalmente pelo chef.

Propaganda feita, o cliente se anima, faz o pedido, saboreia o prato e finaliza com a sobremesa. Tudo de-li-ci-o-so! Uma experiência gastronômica fantástica. Você então se sente satisfeito por conquistar mais um cliente. Só que não… Ele então decide pedir um café.

Gosto amargo

Café? Bom, você não pensou muito nesse detalhe e decidiu pela marca que dava mais vantagem, material de PDV, essas coisas, e nem pesquisou sobre o assunto.

Mas o que você esqueceu (e você não é o único) é que o seu cliente, assim como um apreciador da boa gastronomia, é também um apaixonado por café.

Pois bem, vai ser justamente o sabor do cafezinho que você escolheu servir que ele vai levar no paladar, e não o sabor dos temperos importados que você usa, ou daquele molho que levou dias para apurar.

O “detalhe” que amargou a experiência de seu cliente foi a qualidade do café que você não se preocupou muito em escolher para servir. Grãos torrados excessivamente, gosto residual ruim, forte amargor… A lista de defeitos pode ser longa.

Grand finale

Um serviço de qualidade também passa pelo café de qualidade.
Um serviço de qualidade também passa pelo café

O café é, na grande maioria das vezes, o último item a ser servido em uma experiência gastronômica e talvez um dos menos lembrados em restaurantes.

Os estabelecimentos que já perceberam isso e investem em cafés especiais, de qualidade, lucram e muito com essa escolha. É o grand finale, a cereja do bolo, o “fechar com chave de ouro”. É oferecer na xícara um tesouro do país que cultiva os melhores cafés do mundo, mas que insiste em servir os piores.

Se você está no time dos que acreditam que o café precisa estar à altura da qualidade dos pratos, já compreendeu que um serviço de qualidade passa por todos os itens de um pedido, da água ao café, da entrada à sobremesa. Se ainda não tinha se atentado para o fato, sempre é tempo de buscar por cafés de qualidade e incluir mais um diferencial nessa conta.

Espresso sem máquina? Sim, é possível!

Por Ronaldo Muinhos, Diretor e especialista em café do Buenavista Café.

Espresso, definição Técnica

O café espresso, por definição, é a extração realizada pela água quente através de pressão aplicada em uma camada densamente prensada de café. A pressão padrão para esta extração é de 9 bar, ou seja, 9 vezes a pressão de uma atmosfera ou cerca de 6.750 mmHg. O resultado é uma bebida intensa, encorpada e com sabores e aromas potentes. Outra característica única do espresso é a espuma formada no topo, composta por bolhas minúsculas de dióxido de carbono, vapor d’água, óleos emulsificados e partículas não solúveis de café. Esta espuma recebe o nome de crema

Por conta da alta pressão utilizada, tais características de extração só eram possíveis através das máquinas de espresso. Mas hoje não é bem mais assim! Com criatividade e uma dose de genialidade, foram criados alguns equipamentos manuais que prometem entregar o mesmo resultado de uma máquina de espresso! Entre elas, uma orgulhosamente brasileira!

Então vamos conferir quais as principais opções do mercado suas características!

Aram

Aram
Aram

Desenvolvida pelos brasileiros Maycon Aram e Juca Esmanhoto, a Aram tem como conceito o de utilizar matéria prima de alta qualidade com redução na quantidade de lixo descartado, valorização de fornecedores locais engajados no projeto, durabilidade e fácil manutenção. A pressão gerada por um pistão, movimentado através de uma manivela, pode chegar a 14 bar, dependendo da velocidade em que ela é girada. A Aram promete um espresso diferente a cada extração e uma experiência única para cada pessoa.

Handpresso

Handpresso Pump
Handpresso Pump

O Handpresso, modelo Pump, talvez tenha sido o primeiro aparelho manual de espresso lançado no mercado. Projetado em 2008 na França, o Handpresso funciona como uma bomba de encher pneu de bicicleta para criar uma pressão de 16 bar.  Tem versões para café em sachê padrão E.S.E (Easy Serving Espresso) e para café em pó. De funcionamento bem simples, é leve e prático. Promete um espresso com muita crema. 

Kompresso

Cafflano Kompresso
Cafflano Kompresso

Produzido pela Coreana Cafflano, a Kompresso é o aparelho mais compacto e leve a produzir um autêntico espresso. A pressão é gerada através de um sistema hidráulico que obedece o Princípio de Pascal,  que estabelece que a alteração de pressão produzida em um fluido em equilíbrio transmite-se integralmente a todos os pontos do fluido e às paredes do seu recipiente. A Kompresso promete uma pressão de até 9 bar, ao longo de toda a extração.

Prismo

Prismo
Prismo

A Prismo é um acessório para a a cafeteira Aeropress. Trata-se de uma válvula acionada por pressão e um filtro metálico reutilizável de 70 mícrons, que elimina ou reduz a quantidade de partículas de café na bebida, dispensando o uso do tradicional filtro de papel redondo da Aeropress. A moagem precisa ser bem fina pra criar uma bebida que o fabricante chama de “espresso style“. Como não é capaz de gerar tanta pressão, o resultado é um café, que embora tenha a intensidade do espresso, tecnicamente não poderia ser assim chamado. Testamos a Prismo com várias moagens e não conseguimos obter uma crema com espessura e persistência. É possível preparar outros tipos de café com ela.

Rok Espresso Maker

Rok Espresso
Rok Espresso

A ROK Espresso Makeré uma máquina de café manual feita com um metal de longa durabilidade. A fabricante oferece garantia total de 10 anos e, caso alguma peça se quebre, ela assume a substituição sem ônus para o cliente. Projetada em Londres, a Rok permite controle total da pressão de extração através do acionamento de duas alavancas laterais. Conta ainda com vários acessórios. Existem no mercado opções bem similares, como a Flair Espresso Maker (https://www.flairespresso.com/)

Todos os aparelhos não precisam de energia elétrica, apenas café em pó, água quente e alguma dose de força para criar a pressão desejada. Caso você se interesse em comprar alguma, antes de tomar sua decisão, analise todos os pontos, principalmente a qualidade do espresso, praticidade, portabilidade e custo benefício. Embora algumas opções sejam caras, se compararmos com o preço das máquinas de espresso, elas se tornam opções bem atraentes!

Bons espressos!

Domine seu café com o Método 4:6

Por Ronaldo Muinhos, Diretor e especialista em café do Buenavista Café.

O japonês Tetsu Kasuya se tornou o primeiro asiático a vencer o World Brewers Cup, em 2016, com um método de extração inventado por ele, o Método 4:6. Segundo Tetsu, a teoria por trás do método 4:6, consiste em derramar a água sobre o pó em quantidades controladas e por etapas, os primeiros 40% de água vertidas em duas etapas sobre o pó, irão determinar o balanço entre doçura e acidez, os 60% restantes, em mais três etapas, irão determinar a intensidade do café.

Tetsu Kasuiya em ação com seu método 4:6
Tetsu Kasuiya em ação com seu método 4:6

Segundo especialistas, os primeiros momentos de uma extração são de extrema importância e determinantes para um bom resultado na xícara. Esta premissa já é adotada por fabricantes de máquinas de espresso, que investem nestes primeiros momentos com controles precisos de pressão e tempo.  O Método 4:6 de Kasuya também segue essa premissa.

Nós testamos o método e obtivemos ótimos resultados, por isso resolvemos estudá-lo, e o resultado é um passo-a-passo bem detalhado!

Método 4:6 Passo-a-Passo

Método 4:6 Básico
Método 4:6 Básico

Itens necessários

Tetsu utilizou um porta filtros Hario V60 tamanho 02, 20 gramas de café em grãos, 350ml de água e uma balança de precisão com cronometro.

Passo 1 – Preparação

Moa os 20 gramas de café utilizando uma moagem grossa, a mesma utilizada para French Press. A moagem  grossa resulta em uma xícara sem resíduos, ou xícara limpa, e doçura mais persistente. Aqueça os 350ml de água a 92ºC. A proporção entre água e café utilizada por ele é a de 1:15. Vamos utilizar 300ml de água na extração, então primeiro, limpe o filtro de papel com os 50ml adicionais, somente depois acrescente o pós de café. Limpar o filtro é importante para eliminar qualquer resíduo de papel e aquecer todo o conjunto de extração. Jogue fora a água desta etapa.

Passo 2 – Os primeiros 40% para Balanço entre Doçura e Acidez

Os primeiros 40% de água irão determinar o balanço entre doçura e acidez! Para o método básico, vamos adicionar, em cada etapa, três vezes o peso do café utilizado, ou seja 20g x 3 = 60ml de água.

Você pode utilizar as imagens como guia, nelas estão os pesos da água e o tempo acumulados, por isso, antes de iniciar o primeiro derrame de água, tare a balança (Peso 0) e inicie o cronômetro.

Então, para a primeira etapa, derrame 60ml de água sobre o pó. O tempo para a água passar por completo pelo pó deve ser de 45 segundos, desta forma, se passar mais rápido que isso, a moagem deve ser afinada um pouco, por outro lado, se demorar mais de 45s a moagem deve ser mais grossa. Encontrar a moagem certa é importante para o método 4:6, mas não se preocupe, acerte a moagem aos poucos nas próximas extrações.

Após os 45 segundos, derrame mais 60ml de água. Ao fim deste passo, teremos vertido 120ml de água com um tempo total de 1:30.

Segundo Tetsu, podemos ajustar esta etapa de acordo com o que pretendemos realçar, ou a doçura ou a acidez.

Aumentando a Doçura

Para realçar a doçura, reduzimos a quantidade de água vertida na primeira etapa, por exemplo, podemos reduzir para 50ml, o que levaria em torno de 38 segundos para esta etapa. Desta forma, a segunda etapa receberia 70ml, se tudo der certo, ao fim destas duas etapas teríamos os mesmos 120ml de água em 1:30 do método básico.

Aumento da doçura no método 4:6
Aumento da doçura no método 4:6

Aumentando a Acidez

Já para aumentar a acidez, inverteríamos estas quantidades, aumentando a primeira etapa para 70ml, como ilustra a imagem abaixo:

Aumentando a acidez do café
Aumentando a acidez do café

Passo 3 – Os 60% restantes para a Intensidade

Os 60% restantes são divididos em 3 etapas, cada uma com 60ml e em torno de 45 segundos cada. Estas 3 etapas vão determinar a intensidade do café. Este passo também pode ser ajustado para que se obtenha uma maior ou menor intensidade.

Diminuindo a Intensidade

Para um café mais suave, utilize um passo a menos que no básico, e aumente a quantidade de cada derrame para 90ml e  tempo para 1:00.

Diminuindo a intensidade
Diminuindo a intensidade

Aumentando a Intensidade

Para aumentar a intensidade,  ou seja, para um café mais forte, inclua uma etapa a mais neste passo além das 3 etapas do método básico. Desta forma, cada etapa ficaria com 45ml e um tempo de 30 segundos cada.

Ajuste para um café mais forte
Ajuste para um café mais forte

A extração deve terminar em torno dos 3:30, com 300ml de café. Agora é só servir e apreciar o resultado!

Tetsu Kasuya

Atualmente, Tetsu Kasuya atua em diversos países, incluindo o Japão, com atividades de coaching, consultoria e promoção e desenvolvimento de produtos. Ele também participa como juiz em competições, dedicando-se a treinar e incentivar futuros baristas!

Abaixo a apresentação campeã de Tetsu Kasuya no World Brewers Cup 2016, em Dublin, na Irlanda.

Em homenagem ao feito, a empresa Hario desenvolveu, em conjunto com Tetsu, a linha especial “Kasuya Model Series”.

Modelo V60 Dripper KASUYA
Modelo V60 Dripper KASUYA

Essa linha de produtos na cor preta foi desenvolvida para facilitar a reprodução do método 4:6.

Chaleira Mini Driper
Chaleira Mini Driper

Agora é contigo! Conte pra nós o que achou do seu café preparado no Método 4:6!

Bons cafés!

 

Semana Internacional do Café 2018

Por Ronaldo Muinhos, Diretor e especialista em café do Buenavista Café.

A Semana Internacional do Café, ou SIC, deste ano foi especial em todos os sentidos. Especial porque, mais uma vez, conseguiu criar um ambiente 100% focado no café especial, com muitas novidades, tanto no campo, quanto nas torrefações, cafeterias, novos métodos, equipamentos e máquinas. Especial também pois foi a primeira vez que o maior país produtor mundial de café recebeu os campeonatos mundiais de barista. Foram mais de 150 competidores de vários países disputando 4 tipos de competições.

A SIC deste ano ocorreu nos dias 7, 8 e 9 de novembro, no Expominas de Belo Horizonte. Organizada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (FAEMG), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e pela Café Editora (Revista Espresso), contou com vários seminários, como o DNA Café, Conferência Global de Sustentabilidade do Café, IWCA Brasil (Mulheres do Café), premiação Coffe of the Year (Aábica e Robusta), diversas salas de cupping e cursos como o de Torra, Fermentação de café e Gestão de cafeterias.

Marcamos presença, mais uma vez, para conferir as novidades e tendências do mercado mundial de café na feira que, a cada ano, ganha mais destaque entre os players mais importantes de toda a cadeia cafeeira. Selecionamos, o que pra nós, foram os destaques da SIC 2018:

World Coffee Championship

A SIC 2018 teve sua data alterada para que fosse possível receber  os campeonatos mundiais de café. Finalmente chegou a hora do maior país produtor coroar os campeões de Coffee in Good Spirits, World Brewers Cup, World Cup Tasters e World Latte Art.

World Coffee In Good Spirits Championship

Campeonato mundial da categoria que premia os melhores profissionais que preparam drinques alcoólicos com café.

Resultado Brazil 2018:

1º – Dan Fellows – United Kingdom
2º – Manos Mamakis – Greece
3º – Danny Wilson – Australia
4º – Artem Bakurov – Ukraine
5º – Min-Seo Kang – South Korea
6º – Dan Bacaintan – Italy

World Latte Art Championship

Os mais belos desenhos executados em xícaras usando café e leite, Os baristas precisam usar a criatividade para entregar aos juízes bebidas com contraste perfeito de cores, formas complexas, textura correta do leite e extração adequada do espresso.

Resultado Brazil 2018:

1º – Irvine Quek Siew Lhek – Malaysia
2º – Michalis Karagiannis – Greece
3º – Liang Fan – China
4º – Shinsaku Fukayama – Australia
5º – Agnieszka Rojewska – Poland
6º – Wonjae Choi – South Korea

World Cup Tasters Championship

Campeonato Mundial de Prova de Café premia o provador de café profissional que demonstra velocidade, capacidade e acuidade na distinção sensorial em cafés especiais.

Resultado Brazil 2018:

1º – Yama Kim – Austrália

 Campeonato Mundial de Preparo de Café

O Campeonato Mundial de Preparo de Café é uma competição que valoriza a habilidade de se preparar cafés manualmente, promovendo assim a arte do preparo e a excelência em serviço.

Resultado Brazil 2018:

1º – Emi Fukahori – Switzerland
2º – Regine Wai Yee Beng- Malaysia
3º – Stathis Koremtas – Greece
4º – Pang-Yu Liu – Taiwan
5º – Kaoru Kamiyama – Japan
6º – Yeo Qing He – Singapore

Comandante Grinder

O Moinho de café manual de alta precisão Comandate Grinder foi, com toda certeza, um dos destaques da SIC2018.  Produzido artesanalmente na Alemanha, o comandante é o melhor moinho manual desenvolvido até hoje especificamente para cafés Especiais. Seus discos de moagem, chamados de Nitro Blades, são usinados utilizando aço inoxidáveis austeníticos de alto teor de nitrogênio. Quando se adiciona nitrogênio aos aços austeníticos, consegue-se aumentar resistência à fadiga, resistência mecânica, resistência ao desgaste e à corrosão. O resultado é um moinho com alta precisão e pra vida toda! Conta ainda com acessórios como escovas de limpeza, capas e manivelas personalizáveis. Pra completar o grande buzz gerado, a Comandante promoveu o “1st Brazilian Comandate Championship”,  premiando o vencedor com um modelo do moinho:

O Comandante Grinder modelo C40 Nitro Blade é vendido lá fora por $ 250,00. As vendas em solo nacional serão feitas através da Academia do Café, com o preço de R$ 1.350,00.

Máquinas de Espresso

Uma tendência que começou tímida na SIC 2017 e ganhou muita força neste ano foi a tecnologia embarcada nas máquinas de espresso.  Os destaques positivos da feira foram das marcas italianas Sanremo e La Marzocco. A Sanremo apresentou seus modelos Opera 2.0 Wi-Fi e Café Racer. O modelo Opera conta com App onde é possível controlar mais de 10 variáveis em todas as etapas da extração. O modelo Racer foi destaque como patrocinador dos campeonatos World Coffee In Good Spirits e Latte Art.

Detalhes do App do modelo Opera 2.0 Wi-Fi
Detalhes do App do modelo Opera 2.0 Wi-Fi

O que mais nos chamou a atenção foi o modelo Renagade Café Racer, com chassi artesanalmente oxidado para dar um aspecto de enferrujado e suas bolsas de couro laterais, no melhor estilo “Born to be Wild“. Possui um display em cada grupo e outro para controle da pressão e temperatura da caldeira.

Sanremo Renegade Café Racer
Sanremo Renegade Café Racer

A La Marzocco apresentou o modelo Leva, que traz o novo conceito de perfil baixo, que é o design mais baixo das máquinas para facilitar e estimular a interação do barista com seus clientes. A Leva também reinventa as antigas máquinas com pistões, desta vez com muita tecnologia empregada. Através dos pistões, o barista pode intervir na pressão de pré-infusão, volume e pressão de extração em cada grupo.

 A Leva também melhora muito a estabilidade da temperatura da tradicional máquina de alavanca, graças a um inovador controle de temperatura chamado de PID. Os displays digitais trabalham com um conceito clean, com apenas as informações relevantes e simplificadas.  Os detalhes transparentes também nos chamaram atenção, nos quais é possível visualizar os componentes internos da máquina. Pilotando a máquina Leva estavam Priscila Pinheiro e Verônica Belchior (que foi nossa primeira barista e hoje é referência quando o assunto é café)! O preço da Leva de 2 grupos está em torno de R$ 120.000,00, o modelo mais caro da feira.

Fermentação de Café

A fermentação de café é um processo em que os grãos de café recém colhidos são colocados em recipientes hermeticamente fechados, onde ocorre, então, uma fermentação anaeróbica, o que proporciona o crescimento de leveduras que vão produzir ácidos cítricos, lácteos, acéticos além de outras substâncias. Com o objetivo de elevar atributos de qualidade de sabores e aromas de um café, o método vem ganhando destaque no país. O resultado são cafés com mais intensidade de sabor e aroma. O barista Léo Moço nos explicou que um café flat pode adquirir personalidade com este processo e, se antes era difícil identificar as características de um café, através do processo de fermentação, estes atributos se mostram sensorialmente muito mais claros. O método mais comum é o de maceração carbônica. Já Léo Moço, em parceria com fazendas do Paraná, vem desenvolvendo o método chamado de Sprouting Process. Nele, o café passa oito dias fermentando em bombonas para somente depois seguir para o terreiro de secagem. Este processo trabalha com o conceito de germinação.

Barista Leo Moço preparando um café fermentado pelo processo Sprouting.
Barista Leo Moço preparando um café fermentado pelo processo Sprouting.

A fermentação de café para aprimoramento dos atributos sensoriais, também chamada de positiva, induzida ou assistida, é um tema que cada vez mais vai ganhar espaço no país, em breve faremos um post somente sobre o assunto.

Coffee of the Year 2018

Mais de 400 amostras de arábica e robusta foram enviadas para a organização do COY este ano, vindas de diversas regiões produtoras. Foram selecionadas 180 (150 arábica e 30 robusta) para participarem da mesa de cupping durante o COY2018. As amostras passaram por avaliações físicas e sensoriais para chegar ao melhor café do Brasil da safra 2018/2019. Na categoria arábica, Afonso Lacerda foi o bicampeão, representando a Região do Caparaó, o segundo lugar ficou com Deneval Miranda Vieira, da região Montanhas do Espírito Santo, e o terceiro colocado foi Alessandro Hervaz, da região Mantiqueira de Minas.

 

Contagem regressiva para a SIC 2019

O clima da SIC 2018 estava diferente, muitos estrangeiros trouxeram a diversidade de cultura que faltava nas últimas edições. O ambiente era de total alegria e celebração, encontros e descobertas. Enfim, seguimos acreditando na força transformadora do café especial, bebida que traz muitos conceitos, mas que tem como objetivo essencial proporcionar prazer e satisfação a quem aprecia! Já abrimos a contagem regressiva para a SIC 2019!

Até lá!